Buscar
  • fernandorusso9

Vacina contra Covid-19: mitos e verdades sobre a imunização



A imunização contra o coronavírus está acontecendo em todo o Brasil desde o início de 2021. Segundo dados coletados no Our World in Data em 19 de agosto de 2021, 116 milhões de brasileiros já haviam tomado pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19. Além disso, o instituto aponta que 24,2% da população brasileira está totalmente vacinada.


Mesmo com números elevados de adeptos, existe uma parcela da população que ainda está com dúvidas sobre a imunização e acaba se recusando a receber a vacina. Alguns alegam que não irão tomar por conta dos efeitos colaterais ou até mesmo por questões conspiratórias que circulam na internet.


Em todo o caso, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirma que as vacinas contra a Covid-19 aplicadas pelo SUS funcionam e foram testadas em diversos ensaios clínicos. O órgão também indica que as pessoas recebam o imunizante que estiver disponível nos postos de vacinação.


Hoje, vamos esclarecer alguns pontos sobre a vacinação contra a Covid-19, a partir do que dizem órgãos oficiais de saúde e institutos científicos. Confira!


1. Tive a Covid-19. Devo receber a vacina?

Sim. Os pacientes que já foram contaminados pelo coronavírus devem tomar a vacina para evitar novas infecções e fortalecer o corpo contra a doença. Entretanto, a vacina deve ser aplicada dias depois que o paciente já tiver testado positivo para a presença do vírus.


Segundo a Fiocruz, é necessário aguardar um mês antes de receber a vacina contra a Covid-19. A contagem inicia-se a partir do primeiro dia com sintomas da doença ou, nos casos assintomáticos, após o resultado positivo para a enfermidade.


Alguns médicos alertam que a reinfecção pelo coronavírus pode ser ainda mais grave que a primeira. A médica do Senado Federal, Ana Maria Castro, afirma que isso ocorre, em certos casos, por conta de uma exacerbação do quadro inflamatório. Isso agrava o quadro do paciente.


2. As vacinas imunizam completamente o indivíduo?

Mesmo recebendo as doses necessárias contra a Covid-19, os indivíduos podem ser contaminados pelo coronavírus. Mas, por já ter recebido o imunizante, os riscos de internações e sequelas graves diminuem. Por isso, a imunização é tão importante para a população.


3. Após a vacinação completa, o uso de máscara é dispensável?

Não. Até que boa parte da população brasileira esteja imunizada e os índices de casos e mortes estiverem com números baixos, os órgãos de saúde e administrativos das cidades indicam o uso de máscara e também o distanciamento social.


Ainda estamos em uma pandemia, então os cuidados relacionados à higiene correta das mãos, distanciamento social e uso correto de máscaras contribuem para diminuir a contaminação pela Covid-19.


Em entrevista recente à rádio CBN, a vice-diretora da Organização Mundial da Saúde, Mariângela Simão, disse que a pandemia está longe do fim, porque o vírus está presente em todos os países, e reforçou que o uso de máscara e o distanciamento devem continuar sendo seguidos.


4. Devo tomar a vacina que apresentou menos reações?

Não. A melhor alternativa é tomar a opção que esteja disponível nos locais de vacinação.


Todas as vacinas contra a Covid-19 que estão sendo aplicadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passaram por estudos clínicos pelos laboratórios do fabricante.


A aplicação da vacina na população é liberada apenas quando os imunizantes apresentam ótimos resultados de segurança e eficácia, e são liberados por uma autoridade reguladora, como a Anvisa, ou entram para a Lista de Uso Emergencial da OMS.


5. A imunização da gripe substitui a vacina contra Covid-19?


Não. A gripe possui sintomas semelhantes ao coronavírus, mas trata-se de um vírus distinto. Enquanto a vacina contra Covid-19 é importante para combater possíveis infecções pelo vírus, o imunizante contra a Influenza fortalece o sistema imunológico contra a gripe.


Entretanto, os especialistas não recomendam a aplicação dos imunizantes de forma simultânea. A Fiocruz, por exemplo, indica um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinações, pois não há estudos sobre a aplicação dos imunizantes juntos.


6. Remédios controlados devem ser evitados antes da imunização?

Não. Em grande parte dos casos, os pacientes podem seguir os tratamentos de saúde normalmente antes e depois de tomar a vacina. Em caso de dúvidas, entre em contato com o seu médico dias antes de tomar o imunizante contra o coronavírus.


Segundo o Instituto Butantan, responsável pela fabricação da CoronaVac, os pacientes devem evitar o uso de corticoides sem a devida recomendação médica, porque ele pode interferir na resposta da vacina.


Além disso, o instituto indica que, para quem faz o uso contínuo de algum tipo de corticoide para comorbidades, não interrompa o tratamento, mas procure um médico para obter mais informações.


7. Vacinas chinesas são seguras?

Sim. Como dissemos há pouco, antes de serem aplicadas em toda a população, as vacinas passam por inúmeros testes e estudos. Além disso, a China, em específico, tem um ótimo histórico no desenvolvimento de imunizantes e outros tipos de medicamentos.


A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, é fabricada com insumos chineses e seguiu uma série de protocolos para ter a aplicação emergencial liberada. No site da instituição, é possível ter acesso à bula da vacina e também à autorização para o uso do imunizante.


8. A vacina contra a Covid-19 deixa rastreadores no corpo?

Definitivamente, não. Algumas teorias da conspiração de grupos na internet afirmam que, ao tomar um dos imunizantes, um microchip é instalado no corpo do indivíduo para rastreá-lo e obter determinadas informações. Isso não é verdade.


9. Tomei a primeira dose. Devo receber a segunda?

Sim. As vacinas que estão sendo aplicadas na população brasileira, com exceção do imunizante de dose única, fabricado pela Janssen Farmacêutica, possuem duas doses. Retornar ao posto de vacinação e tomar a segunda dose garante a eficácia da vacina.


Dentro do Plano Nacional de Imunização em atividade no Brasil, são quatro opções disponíveis para a população: CoronaVac, Oxford/AstraZeneca, Pfizer e a Janssen.


Após a aplicação, certos eventos adversos podem ocorrer entre os pacientes. Mesmo assim, é necessário e fundamental retornar no posto de vacinação no período registrado no comprovante de vacinação e receber a segunda dose do imunizante.


Leia também: Imunizantes disponíveis no Brasil: quais as diferenças?


10. Recebi duas doses da vacina. Posso ir a festas e eventos?

Com os avanços da vacinação, alguns estados brasileiros estão flexibilizando normas de distanciamento. Com isso, os bares, restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos estão reabrindo com maior capacidade de lotação.


Contudo, é fundamental relembrar que a pandemia ainda não acabou. Por isso, procure manter o distanciamento social e sempre utilize máscara. Tomando os cuidados corretos, retornaremos à normalidade em menor tempo.


Quer saber mais informações sobre a vacinação, os grupos prioritários e como adotar as melhores medidas de saúde ocupacional em sua empresa? Fale com a GRS+Núcleo e saiba como cuidar do seu time de colaboradores da melhor forma.





13 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo