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  • fernandorusso9

Como elaborar o programa de gerenciamento de riscos?

Atualizado: 1 de abr.

Segundo a nova NR-1, o Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR precisa ser aplicado com o objetivo de documentar o gerenciamento de riscos ocupacionais. Neste artigo, vamos falar sobre como elaborar este programa em 2022.


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Como funciona o PGR na Segurança do Trabalho?


Antes de abordarmos sobre como criar, é preciso entender como funciona e a importância de ter um programa focado na segurança do trabalho.


Um ambiente profissional é pautado pelas normas regulamentadoras de segurança, ou seja, são leis que oferecem suporte para que os colaboradores exerçam suas funções no melhor nível de segurança.


Por isso, é necessário compreender o papel do PGR e todas as etapas para o processo de elaboração. Em suma, na Segurança do Trabalho, a criação e prática do Programa de Gerenciamento de Risco é o norte dos profissionais e empresas para estabelecer uma rotina organizacional que inclui ações, como:

  • Identificar os riscos provenientes de atividades laborais;

  • Indicar o nível de risco;

  • Classificar os riscos e executar planos e medidas preventivas;

  • Considerar sua classificação e ordem de prioridade;

  • Realizar o monitoramento da gestão dos riscos ocupacionais.

Dada a sua abrangência, que pode se apresentar em meio ambiente, químicos biológicos, físicos químicos, o PGR deverá estar alinhado aos órgãos responsáveis pela fiscalização do cumprimento dessas medidas.


Qual a importância?


O PGR é um dos documentos mais importantes para promover o melhor funcionamento dos ambientes de trabalho. São normas e diretrizes que visam a identificar, analisar e executar estratégias para a prevenção de futuros acidentes, assim fazendo com que colaboradores e companhias de trabalho sejam ainda mais seguros.


Em muitos setores mais registra diversos acidentes de trabalho, casos que ocasionam afastamentos e mortes. A OMS e a OIT realizaram uma pesquisa que quantificou as cargas de doenças cardíacas e AVC atribuíveis à exposição a longas horas de trabalho (ou seja, 750 mil mortes).


Dados que colocam o Brasil, de 2002 a 2020, como o 2º país no mundo que mais registrou taxa de óbitos, são 6 a cada 100 mil empregos formais, segundo relatório do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho.


Sendo assim, esse é um programa de prevenção de acidentes que são de suma importância, pois cumprem uma série de funções que vão desde reduzir muito os números de acidentes, bem como manter os trabalhadores seguros.


LEIA TAMBÉM: O que é GRO e o que muda em relação ao PGR?


Como o PGR será aplicado?


Com base na Portaria nº 6.730/2020, “o gerenciamento dos riscos ocupacionais deverá ser constituído pelo PGR, que a critério da organização, pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade”.


Esse documento cria a possibilidade para que o PGR seja realizado por sistemas de gestão, atendendo a demanda de todas as exigências previstas na NR e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho.


Além disso, as organizações precisam ter as certificações internacionais como a ISO 45001:2018 (sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional) e a OHSAS 18001 (Série de Avaliação de Saúde e Segurança Ocupacional), validações importantes para que as exigências do PGR.



Como elaborar o programa de gerenciamento de riscos?


O programa de gerenciamento de risco exige dinamismo e ações proativas das empresas para evitar que os riscos se tornem acidentes de trabalho.


E o processo para garantir que o PGR consiga esses resultados passa por um conjunto de ações. Confira!

  • Identificar os fatores de risco

A primeira etapa para elaborar o PGR é analisar de forma cuidadosa quais situações podem causar dano ao trabalhador. Estamos falando de vidas, então o processo de identificação é crucial para salvar pessoas e também prevenir causas de acidentes e as suas respectivas fontes de perigo.

  • Elimine os pontos de perigo

Para tirar o programa do papel, crie soluções que atuem diretamente para anular os possíveis riscos. Neste caso, um exemplo, é investir em ações coletivas de proteção, como também prevenção, para suprimir os riscos aos quais os trabalhadores possam estar expostos. A empresa tem a obrigatoriedade de promover esses serviços e treinamentos para conscientizar os trabalhadores.

  • Acompanhe as medidas de controle

Monitorar é imprescindível para que o programa seja funcional e efetivo nas suas ações. São esses indicadores quantitativos que realmente vão posicionar o PGR na prática. Esse acompanhamento ajudará empresas e gestores a terem uma visão ampla sobre os fatores que estão ou não funcionando.

  • Revise as ações

Um programa de gerenciamento de riscos eficaz não finaliza quando todas as etapas são concluídas. É um fluxo de trabalho que precisa ser adotado de maneira contínua. Para isso, essa alimentação é necessária para avaliar os resultados, averiguar os pontos a serem otimizados e buscar soluções que aprimorem cada vez mais os processos.


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